quarta-feira, 17 de junho de 2020

Eu tenho medo de cair no chão.  Sou sensível demais e sei o quanto dói tudo em mim. Por isso sempre estou me preservando ao máximo e tentando me equilibrar entre os ímpetos vorazes de desajeitamentos. Porque sou capaz de quebrar copos com a força da mão.  Esmagalhar formigas. Flores inteiras e rasgar as verduras de modo abrupto e agressivo. Sou capaz de carinhos brutos. É que sou tosca e primitiva. Como o invisível do fogo.

Rio , junho de 2020.
Alessandra Espínola

Nenhum comentário:

Postar um comentário

[Anotações - inverno de 2026]

[O vento surge ao longe...]  O vento surge longe, na super fina borda do horizonte, como um olhar que se levanta e me olha, profundamente. V...