alessandra espinola
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
[Pequenos poemas]
domingo, 1 de novembro de 2026
[Pequenos Poemas]
as crianças
me convidam
ao escárnio
e é bárbaro!
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setembro renasce
outubro se abre rubro
novembro é bruto e arde
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boca lacrada
sem despedidas
lâminas em corte lento
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lua nos olhos
nos dentes a rosa
bruta cor
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Ponte Rio-Niterói-estendida sobre a Guanabara-para duas solidões.
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Na manhã lassa
A moça vai à missa
Rezar um padre
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Chuva da manhã
Paira sobre as nuvens
Sol de verão
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Viagem
Chove no caminho
Molha a seca
do chão interior
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Sem onde repousar a cabeça
O sonho viaja
Pra dentro de si mesma
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Vida em metástasis
Cérebro e pulmão
Onde o Tempo
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Não há nada que faça
O grito da cigarra
Voltar pra dentro dela
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Rua vazia
Cortada de silêncio
E chuva
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Chuva na varanda
A gata se enrodilha
No silêncio dos pêlos -----
Gotas de orvalho
Pendem nos cachos de uvas
E nas folhas de pálpebras
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Labirinto
Segurando o fio de Ariadne
No silêncio da noite
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Orvalho da manhã
Não é mais que silêncio e sonho
Logo janelas começam a bater.
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o vento velho não deixa o homem dormir – solidão range na rede
...pássaros nascem a manhã
O rio segue seu curso
Em direção a que mar !
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Rio, 07/06/2016 e 26/03/2018
Alessandra Espínola
sábado, 31 de outubro de 2026
[Pequenos poemas]
A menstruação vai se indo.
vou ficando menos cheia.
Gente com gente
No voar azul do céu
Vira rouxinol
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
[No peito, um outubro de tigres. 2018]
Estou em estado de fúria porque amo intensamente.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
Fragmentos - hora das seis. 2021]
Fragmentos
terça-feira, 27 de outubro de 2026
[Avançar. Com dentes-de-sabre. Em cânticos de Amor, Angola e Bach] . 2018
Há um rio cujas águas mudam o movimento e direção. Não se pode ouvir as águas ao fundo que corre na direção contrária ao que parece na superfície . Peixes anunciam aos barcos atracados que é possível chegar a outra margem. Numa diagonal cujo trajeto se dá mais esforçoso e alongado entre lua e sol. Nem lua nem sol. Depois das chuvas. No cair agonico da noite. No parir atômico do desaparecimento. A terra amalgama - a memória de - seus ossos, reúne paliçadas e, marcha em voraz silêncio.
mulher vocifera luciferana
sangra quarentena
limpando vestígios
do ventre de um porão
Avançar com dentes de sabre
em cânticos de amor
Angola e Bach
[Pequenos poemas]
Minha vida - esta matéria de mim é lama de jirau. Lodo na pedra. Imperfeição e verbo perecível. Cilada e sombra. Poço uníssono. Escuridade...
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não há garoa que não passe, garota! *** ao cair da tarde as folhas cá em gotas *** muriçocas a zunir no ouvido da gata que maçada!...
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"Minha alma canta sobre a guanabara" Foi quando desci. Misturada de mangue e cais de Porto. Sobrevoava ainda os céus além mar e c...
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Ao cair da tarde no terreno da casa velha as frutas mais que macias de tempo caiam aos montes e esparramavam-se no chão como sorrisos largos...