o lodo, a chama, , o choro, a grama, o fogo, a água, o lodo, a lama
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a vida é um rápido, um correndo, uma perda, um feixe luminoso, um faixo de fulgaluz, a caminhada vai se tornando cada vez mais, muito maiss solitária.
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o fogo de monturo e eu: somos a fumaça do fogo ancestral, o movimento do avô, minha coluna vertebral.
o réptil nadador, corredor, camaleonico , cascudo que entra na casa com desenvoltura de uma criança que passeia pelo jardim, brinca no quintal, passa silencioso pelo lagoa, baila seguramente na lama, faz seu mergulho inovador pela piscina, pisa as plantas floridas de chão da mãe e vai lambiscando, o canil, o chiqueiro e o galinheiro da avó, assusta visitantes, circuleia a casa, pula janela e vai para o quarto da mãe. O cajado de pé acende a luz!
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somos o eco vivo, consciente e pálpavel do universo. a sombra da caverna ?
somos os restos, os restolhos do inconsciente do universo. Quer dizer, somos os fósseis cósmicos da vida do universo há anos luz. A Natureza é o nome feminino para o que deram de deus. um nome, claro que dado pelo mundo em seu teor de controlar pelo machismo (talvez?) A Natureza é feminina e tem ssuas leis, regras impenetráveis e inegociáveis, leis próprias nas quais não comando de ideologia humana e muito menos de ome algum, A Natureza unica deusa soberana e absoluta tem seus próprios mandos. E tudo determina. Suas regras, condutas e leis inalteráveis e incorrupteíveis, justa, clara, honesta, irrevogável. Fonte infinita de transformação e vida. A natureza é o que é. Não nada além da natureza. e suas escolhas dentro do espaço atômico que a Natureza te coloca, para uns duas escolhas, para outro apenas uma escolha, para mais outros varias escolhas. A natureza é justa nela mesma. Unicidade absoluta. E Perfeita. Somos a reverberação do que a Natureza faz dela mesma.
Somos esses fósseis nascidos da grande confusão de vida. Da explosão ancestral primordial de nossos feitores da Natureza. Somos essa finíssima plicula de luz, esse incenso exalando e diluindo no espaço tempo, essa fumaça do fogo do monturo cósmico e de cada um de nós em si mesmo. Sou a luz que já se desfaz longe sútil do que já se acabou e nem existe mais. O eco da explosão, o feixe raro rápido de luz do ecnontro do sol e da lua num eclipse perfeito, da ovulação, do big bang, e de todo o universo que me fez membrana diáfana, transpassavel, movente, linha se granulando no espaço cósmico.
Somos essa película fina, transparente e transpassável no universo.
Somos as peles soltas, mortas, frágeis do big bang, as cinzas, a fumaça, a luz fugaz que se desfaz... eis a nossa escala no universo vista a olho nu. No entanto, se do ponto de vista do universo infinito somos o que já não somos, e se a Natureza permitir podemos, vir a ser depois de reciclados com alguma sorte depois de tornamo-no resíduo para então queimarmos novamente no tempo e espaço.
Somos luz e fumaça que dançam sob a lama. Sou essa ponte de vazios e abismos, embaixo tudo é tempo. Dentro tudo é nada, vazio que se move.
Somos o fogo primordial do processo do fogo de montura do universo.
Sou a grande explosão fragmentada há bilhões de anos. Corda última solta na esticadura do universo. Arrebentada tantas vezes, e, multiplicada, portanto, o mais big bang de todos: sempre e unicamente singular!
Queimo, ardo dia e noite debaixo de lixo, resíduos humanos, animais fósseis, minerais e bilões de arvores e plantas, respiro o fosso dos vulcções do fundo do mar, abro buracos negros em mim, respiro. às bordas viro larva lava vulcanizo. Invizível, silenciosa, abafada, escura, funda, profunda, eterna, calorosa, lenta, lentamente no tempo cavo combusta, inadiável, densa, sempre viva, e_levo-me corpo como um incenso desse monturo da Vida cósmica e do Universo e que permanente queima debaixo desse chão cósmico e recíclável. Sou a fumaça que assenta poeira nas coisas. Cadáver posto como fina película sobre a Terra, e pulso no coração dos vivos. Terra, planeta Terra. E ainda me condensei e mergulhei sobre as rochas e me deitei mares oceanos . Água. Planeta àgua. E outra ainda sou aqui cerebro, nervos, céluas. Um a um em millhões mais. E, lembrem já não existimos. Somos vivos apenas, Na lembrança , no poder do agora de olhar pra trás de saber que viemos da ordem da Natureza.
Eu sou o resultado do universo fecundado. Micocosmo de poeira de estrela pulsante, eu pequenao foco de monturo isolado e imperceptível no cosmos, o que somos. Meu coração se acendeu no útero da Natureza nuclear numa explosão cósmica. e continua sendo a cada pulsação, dia e noite até que vibre apensa no vazio dentro ainda menos, ainda menor, a unidade onde tudo ainda é outro universo.E, vamos queimando explodindo lentamente e ao longo do tempo como um monturo, demoradamente subindo fumaça e pousando em alguma asa em alguma chama em alguma lama em alguma planta em alguma casa.
Olho para o fogo de uma lenha queimando, de uma fogueira , de uma vela, de uma estrela e lembro que participo do mesmo fogo de monturo e partilo do mesmo fogo que acendeu o Universo. E, eu sei que o proprio universo sente esse amor e esse susto de estar vivo ainda em mim. Sim, está sendo incrível a vida aqui. Não está facil não, umas quebradas pesadas, umas gangs, umas máfias de foder o juízo, mas tb com tanto big bang, só podia dar nisso né. Tb tem os os ratos, as cobras, os lagartos imensos, díficil nesse tempo moderno pq lugares lúgubres não faltam e adoecem a população em massa e não se sai dessa fase ancestral. Um submundo, um subeterrâneo, um subsolo sem fim, nem luz. Vou abrindo, mas tem vez a lama fica densa demais. O corpo capssula não aguenta, o avô ta cansado e a coluna vai se partindo, os pulmões nessas densidades escuras vamos prorrogando as cobras lagartos, a bicharada toda ainda em nós. Mas ainda estamos aqui. Fique sabendo. Mando cartas cósmicas escrita energia pura. fumaça e fogo que sobe e pensa e te vê universo inteiro infinito em mim alem de mim. Sinto peso por cá, então talvez não chegamos na parte onde poderemos ser somos apenas particulas de luz singulares viajantes no universo. Ainda parece somos o menor processo , o sútil reflexo de luz da gota desprendida de uma ponta de um ice berg de uma geleira glacial se dissipando nanonamente no espaço.
Boa noite, pra você tamém!
Alessandra Espínola
Rio de Janeiro, inverno de 2026.
(Em eclipse lunar. : lua cheia em Peixes - Virgem. Brasil).