Lua cheia. Eclipse. É bom que já estou entrando nas minhas sombras. E mergulharei na escuridade de minha noite. Aprofundar a noturnez das coisas que ficam pós maremotos. A esquivança da claridade. Bem alinhada e imparcial encarar minha própria escuridão. Dançar tempestuosos fluídos líquidos. Cobrir o outro verso da lua cheia. Esfumaçar o círculo. Abrir o avesso até dar a luz. E parir uma nova fase. Um novo céu. Um novo dia. Renascida do caos e do noturno eclipse. Expor-me a mim mesma, em nudez total.
[arqueologia do ser]
Alessandra Espinola
Rio, 07 de agosto de 2017.
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