sábado, 28 de março de 2026

[Escrituras dos sábados]

 [Escrituras dos sábados]

No alto da ladeira olhei, e tudo para trás eram escombros. Restos do passado, régua da história desfeita. quebrada, tods cracquelada como restos de osssos após escavação e exumação do chão da infância. Morto. Lancei todas as sementes mais caras. E queimaram. Atearam fogo. Venenos de intrigas e maldições de fofocas (esta doença que amarga a boca e  quebra o corpo de quem a pratica) intriga trinca a espinha dorsal das relações, como uma ladainha antiga de berço.  Cruz credo. Muitas cruzes nesses gens cemiteriais. A cova ainda é rasa. E eu apenas ouço o silêncio dos mortos. Que tb lamentam pois que as gerações vivas ainda chafurdam uns nos umbigos dos outros.

A noite,  o escuro, o distante se revela no silêncio e no escondido. 

Programar a cilada. Saber. Que destino! 

Não tem como Dessaber. Desouvir.  Ah descobrir o de dentro é mesmo um dissaboroso aroma das cinzas que tentam se levantar. . 

Sábado é dia ! Sábado tem cores sóbrias.  

Aqui, no súbito da colina, do Alto do Cruzeiro, habito a Vila do Silêncio. Minha própria Natureza.  


Alessandra Espinola 

RJ, 28.03.2026.

[Escrituras dos sábados]

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