[Escrituras dos sábados]
No alto da ladeira olhei, e tudo para trás eram escombros. Restos do passado, régua da história desfeita. quebrada, tods cracquelada como restos de osssos após escavação e exumação do chão da infância. Morto. Lancei todas as sementes mais caras. E queimaram. Atearam fogo. Venenos de intrigas e maldições de fofocas (esta doença que amarga a boca e quebra o corpo de quem a pratica) intriga trinca a espinha dorsal das relações, como uma ladainha antiga de berço. Cruz credo. Muitas cruzes nesses gens cemiteriais. A cova ainda é rasa. E eu apenas ouço o silêncio dos mortos. Que tb lamentam pois que as gerações vivas ainda chafurdam uns nos umbigos dos outros.
A noite, o escuro, o distante se revela no silêncio e no escondido.
Programar a cilada. Saber. Que destino!
Não tem como Dessaber. Desouvir. Ah descobrir o de dentro é mesmo um dissaboroso aroma das cinzas que tentam se levantar. .
Sábado é dia ! Sábado tem cores sóbrias.
Aqui, no súbito da colina, do Alto do Cruzeiro, habito a Vila do Silêncio. Minha própria Natureza.
Alessandra Espinola
RJ, 28.03.2026.
[Escrituras dos sábados]
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