Eu sei que tem morrimentos em mim. Eu sei que tem menstruação ida. Eu sinto o corpo cansado pesado colado a terra úmida fria salobra. Eu ando cansada sem um abraço. Aí eu penso: quer matar o ser humano mais rapido é isolar. Ou definhar logo uma criatura é acabar com as possibilidades de encontro. Cansaço. Essa noite escolho ficar. Forjando o ato de morrer dormindo e descansando, apenas. Em maio , sempre as folhas caem. Sempre.
Rio, maio. 2020.
Alessandra Espínola
terça-feira, 26 de maio de 2020
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Folhas soltas como chuvas no verão, as palavras caem no telhado, e salpicam a casa de lama, barro, água e terra, vai-se salpicando as pared...
-
"Minha alma canta sobre a guanabara" Foi quando desci. Misturada de mangue e cais de Porto. Sobrevoava ainda os céus além mar e c...
-
não há garoa que não passe, garota! *** ao cair da tarde as folhas cá em gotas *** muriçocas a zunir no ouvido da gata que maçada!...
-
Subi os degraus em silêncio. Abri a porta . Rangido. Era noite e as estrelas observavam a luz acesa na casa. Candeeiro. Frio. Fastio do or...
Nenhum comentário:
Postar um comentário