A noite se demora. Sem lua sol nem estrelas. É escuridão. Os astros devorados todos. Eu tô cansada. Porque toda vez que se fala em sexo é porque há alguma força pra viver. E eu não tô vendo graça em re_nascer. Mas eu tenho umas mulheres que me dão as mãos, eu sei eu sinto, uns homens de desejo infindo. Eu sei. Eu sinto. E sorrio com aquele mesmo sorriso da infância meio amarelado de tempo passado. Amanhece eu sei. Eu sinto. E um largo Sol na testa há de me escancarar o novo raiar do dia.
Rio, maio. 2020.
Alessandra Espínola
terça-feira, 26 de maio de 2020
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