terça-feira, 26 de maio de 2020

Eu canto pássaros e a noite se recolhe em meu seio . Quando se põe o sol em minha boca o mar espuma silêncios. Algas e conchas reaparecem na areia pela manhã.  A pedra azul imperturbável rumo ao céu.
Do que estou falando, afinal? Escrevo como que apenas chovesse.  Como se a névoa fosse eu. E como brasa que arde e crepita e como fogo porque é da natureza do fogo queimar.
Escrevo. Porque é do amor se dar. Inesgotavelmente, amar.

Rio, junhode 2019.
Alessandra Espínola

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 Folhas soltas como chuvas no verão, as palavras caem no telhado, e salpicam a casa de lama, barro, água e terra, vai-se salpicando as pared...