IV - Canções de Outono
Eu estou cansada do tempo. Perdi todas as definições. Todas as certezas. Todas as dúvidas. Perdi os sentidos de todas essas coisas que queremos dizer com nomes. Há uma altura da montanha que apenas olhamos e respiramos e continuamos. Perdi a conta dos dados. E meus dedos buscam em vão no ar tocar a tua face. A distância nos plange e nos vela em meio a um tempo ameaçador de finados. Porém vivemos e sobrevivemos a essa noite funda que pesa sobre nós. E sorrimos em respiro no auge do naufrágio.
Você é lindo e ama o amor em semente. Só posso lhe dar essa fímbria de Sol e esse fio d'água. Terra barro pedra e fogo que nos forja e arde e não se vê.
Alessandra Espínola
Rio, maio de 2020.
terça-feira, 26 de maio de 2020
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Eleição é circo de lona caída
Feriado. Eleições são uma pataquada só. Tipo circo de lona caida. Eu morro de rir. Me divirto vendo a turba se apatifar uns cons os outro...
-
não há garoa que não passe, garota! *** ao cair da tarde as folhas cá em gotas *** muriçocas a zunir no ouvido da gata que maçada!...
-
"Minha alma canta sobre a guanabara" Foi quando desci. Misturada de mangue e cais de Porto. Sobrevoava ainda os céus além mar e c...
-
Ao cair da tarde no terreno da casa velha as frutas mais que macias de tempo caiam aos montes e esparramavam-se no chão como sorrisos largos...
Nenhum comentário:
Postar um comentário