sábado, 31 de outubro de 2026

[Pequenos poemas]

 A menstruação vai se indo. 

 vou ficando menos cheia. 

meio parida.
 ( 07/03/2016)
 
Minha casa é de ferreiro 
meu espeto não 
é de pau.
 (16/01/ 2021)
 
Meu tempo é crepuscular, 
contínuo parir de filhos mortos.
Das grandes dores
 
Não há nada que eu queira dizer.
Silêncio me basta.
C_olho o dia.

Amor com amor se faz.
Gente com gente 
sê paz!
 
(26 /01/2018) 
 
distraída
ainda encontro
vida em mim
 
Urubu em dia de sol
No voar azul do céu
Vira rouxinol 

galhos retorcidos
em seiva de luz
e sombra
 
Navegar
Nus segredos
Do céu e mar
 
miudezas e minudências:
brisa -
ondula a flor
não cai
(no cais)

 (05/01/2017) 

Flor fulva
Rubra vulvânica
De sol(o)
 
(04/01/2016) 

No jardim da memória
A infância
Se balança
 
 (02.01.2016)

Fim é tarde-
Sol de ocaso
Por acaso
Abraço?
 
(02.01.2016)
 
Florada de verão:
Poema em buquê
Chuva de ouro 
 
Florais violáceos
A delicadeza
Blues
 
Páginas de sol
Abertas
No jardim
 
(02/01/2016) 
 
Alessandra Espínola 
{dos pequenos poemas} 
nota: esse poemas têm fotografias e estão no face 

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