A menstruação vai se indo.
vou ficando menos cheia.
meio parida.
( 07/03/2016)
Minha casa é de ferreiro
meu espeto não
é de pau.
(16/01/ 2021)
Meu tempo é crepuscular,
contínuo parir de filhos mortos.
Das grandes dores
Não há nada que eu queira dizer.
Silêncio me basta.
C_olho o dia.
Amor com amor se faz.
Gente com gente
Gente com gente
sê paz!
(26 /01/2018)
distraída
ainda encontro
vida em mim
Urubu em dia de sol
No voar azul do céu
Vira rouxinol
No voar azul do céu
Vira rouxinol
galhos retorcidos
em seiva de luz
e sombra
Navegar
Nus segredos
Do céu e mar
miudezas e minudências:
brisa -
ondula a flor
não cai
(no cais)
(05/01/2017)
Flor fulva
Rubra vulvânica
De sol(o)
(04/01/2016)
No jardim da memória
A infância
Se balança
Fim é tarde-
Sol de ocaso
Por acaso
Abraço?
(02.01.2016)
Florada de verão:
Poema em buquê
Chuva de ouro
Florais violáceos
A delicadeza
Blues
Páginas de sol
Abertas
No jardim
(02/01/2016)
Alessandra Espínola
{dos pequenos poemas}
nota: esse poemas têm fotografias e estão no face
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