as crianças
me convidam
ao escárnio
e é bárbaro!
---
setembro renasce
outubro se abre rubro
novembro é bruto e arde
---
boca lacrada
sem despedidas
lâminas em corte lento
---
lua nos olhos
nos dentes a rosa
bruta cor
-----
Ponte Rio-Niterói-estendida sobre a Guanabara-para duas solidões.
----
Na manhã lassa
A moça vai à missa
Rezar um padre
----
Chuva da manhã
Paira sobre as nuvens
Sol de verão
----
Viagem
Chove no caminho
Molha a seca
do chão interior
-----
Sem onde repousar a cabeça
O sonho viaja
Pra dentro de si mesma
----
Vida em metástasis
Cérebro e pulmão
Onde o Tempo
----
Não há nada que faça
O grito da cigarra
Voltar pra dentro dela
-----
Rua vazia
Cortada de silêncio
E chuva
----
Chuva na varanda
A gata se enrodilha
No silêncio dos pêlos -----
Gotas de orvalho
Pendem nos cachos de uvas
E nas folhas de pálpebras
----
Labirinto
Segurando o fio de Ariadne
No silêncio da noite
----
Orvalho da manhã
Não é mais que silêncio e sonho
Logo janelas começam a bater.
----
o vento velhonão deixa o homem dormir –solidão range na rede
------
Nenhum comentário:
Postar um comentário