(janeiro de vento, fogo e madeira)
Passou lento , pausado, foi uma espécie de começo de obra, sabe, coisa passada empoeirada, entulhos espalhados e o projeto da planta sobre uma casa erguida velha quase abandona mas com gente dentro. É que é do século retrasado e mil sobrenomes habitaram os cômodos. Muita coisa se passou. Andamos sobre a terra, e demos início a algo que nem é novo assim. Que nem é nosso assim , como achamos que tudo é. Colocamos um pórtico na entrada. Feito de madeira e letra pintada a mão. As avessas de escritura de lápides de mármoreou granito, sabe? Uma placa nova de algo que nasce. Ou Renasce do que se foi. Como uma integração ao meio ambiente. Algo simples. Simbólico. Vento. Fogo. Madeira.
Um monturo de memórias. Fogo que não se apaga. Nem no tempo nem na história dos paassos dos gens nem nas águas das chuvas. É coisa que Se encobre e se descoberta. E ilumina as coisas noturnas profundas e assustadoramente belas .
Alessandra Espinola
Rio de Janeiro, fevereiro de 2026.