quarta-feira, 29 de novembro de 2023

 diário

exumação do silêncio, é preciso. abrir o túmulo, mover a pedra...  o papel de seda na gaveta embrulhando umbigo, o cheiro do passado amarelecido, o peito aberto pausado, sangrando ainda, a lágrima corre meus músculos à dura pena, tinta, papel e barro que lentamente vai dissolvendo ou queimando no forrno do tempo...  

Alessandra Espinola

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 Folhas soltas como chuvas no verão, as palavras caem no telhado, e salpicam a casa de lama, barro, água e terra, vai-se salpicando as pared...