sexta-feira, 19 de novembro de 2010

bebedeira de palavras

2 comentários:

  1. o crepúsculo

    os dias
    suspensos
    em tempor-
    ais de vidro
    que a distância
    arde

    é a crista
    do crepúsculo
    nas entrelinhas
    no calendário
    da tarde

    a imagem que trago
    virou-me
    em silên
    cio
    de súbito que-
    brado

    estreito é o tempo

    à deriva se des-
    cor
    tina

    cabe o vazio
    dentro

    a palavra
    insone vaza
    invisível e sólida
    de solidão
    embriaga

    em
    po
    e
    irados
    olhos já desv
    entrados

    estão meus
    poros

    é preciso ouvir
    o silêncio dos ossos
    que está por
    vir

    os medos
    entorpecidos
    vestidos de cor
    agem
    vivos e indecisos

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  2. " poemas que aturdem feito navalha nessa tensa nódoa que é o mundo. sonhas sedas. entre o paraíso e o inferno. as palavras são texturas que nos envolve. as fendas tecidas. as cicatrizes bordadas. em cada verso o dia vadio. os sentidos esculpidos. o coração em estilhaços. as vértebras nuas. os ossos ao avesso. do que somos. como ave que se vê ao avesso na lâmina d'água. " parabéns alessandra, poeta de fôlego. que intriga.

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Investigo as vértebras da noite. Entre as fendas do tempo como escorpião espreito de soslaio a vida transitando pela casa. Pelas ruas. Corp...